A Colômbia é que está a dar

Mercado colombiano é oportunidade para empresas ribatejanas – garante a NERSANT

Três dezenas de empresários estiveram presentes numa sessão de apresentação organizada pela NERSANT sobre as oportunidades de negócio do mercado colombiano. A Associação Empresarial da Região de Santarém organiza em fevereiro uma missão empresarial a este país sul-americano

Rosário Marques, presidente executiva da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Colombiana, Pedro Silva, coordenador da América Latina no Novo Banco e Pedro Félix, vice-presidente da Comissão Executiva da NERSANT.

Rosário Marques, presidente executiva da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Colombiana, Pedro Félix, vice-presidente da comissão executiva da NERSANT e Pedro Silva, coordenador para a América Latina no Novo Banco.

A dimensão do mercado da Colômbia – 48 milhões de habitantes – bem como o seu alcance no mundo, através dos diversos acordos comerciais que permitem que este mercado chegue a 45 países e a 1.500 milhões de consumidores, fez da Colômbia um dos países com maiores taxas de crescimento, sendo hoje a 8ª economia mundial. Tem-se verificado, por este motivo, um aumento significativo do consumo privado e um crescimento da classe média que atinge percentagens na ordem dos 50 por cento, mas com espaço para crescer.

Este crescimento, aliado a uma população jovem (55% da população tem menos de 30 anos) e classe média com poder de compra, motivou a NERSANT a realizar uma sessão de esclarecimento sobre este mercado, devido às evidentes oportunidades para as empresas portuguesas.

A convite da NERSANT, esteve presente no seminário Rosário Marques, presidente executiva da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Colombiana, que revelou que o país é uma das principais economias mundiais e tem crescido de forma sustentada ao longo das últimas décadas. Quanto a setores de atividade com maiores oportunidades para as empresas portuguesas, a profissional referiu o sector alimentar , especificamente enchidos , vinho e azeites e ainda pêra rocha , o sector do vestuário e calçado e o sector da construção civil , “onde o Governo pretende investir cerca de 83,6 mil milhões de dólares nos próximos 5 anos”, revelou. Em destaque também o setor da energia e ambiente , com grande potencial de crescimento neste país, bem como o sector das Tecnologias de Informação e Comunicação , devido ao boom tecnológico que tem assolado o país.

Na sessão, esteve também Pedro Silva, coordenador da América Latina no Novo Banco, que apresentou o mercado financeiro colombiano, “reconhecido na América do Sul pela solidez das suas instituições”. Na sua intervenção, o responsável desta entidade bancária especificou em detalhe um conjunto de mercadorias em défice na Colômbia e com capacidade de produção e exportação por parte de Portugal, com especial destaque para medicamentos, polímeros de etileno em formas primárias, partes e acessórios para tratores, para veículos para transporte, automóveis de passageiros, veículos automóveis, instrumentos e aparelhos para medicina e cirurgia, torneiras e válvulas e dispositivos semelhantes, entre outras mercadorias.

Foram ainda assunto os apoios ao investimento e à exportação em vigor neste país, bem como o apoio do Novo Banco nestes processos de internacionalização.

Missão à Colômbia em fevereiro de 2016

Bogotá e Medellin, as cidades destino da missão empresarial da NERSANT.

Bogotá (à esquerda) e Medellín, as cidades destino da missão empresarial da NERSANT.

Da parte da NERSANT, esteve Pedro Félix, vice-presidente da Comissão Executiva da associação, que aproveitou a ocasião para dar a conhecer a missão empresarial que a NERSANT está a organizar à Colômbia. A ação, referiu, vai realizar-se entre os dias 21 e 28 de fevereiro de 2016, centrando-se nas cidades de Bogotá e Medellín e tem como objetivo estabelecer contactos institucionais com entidades relevantes e realizar reuniões e estabelecimento de contactos com empresas/entidades locais que sejam potenciais parceiros, clientes ou fornecedores. “Cabe à NERSANT assumir toda a organização logística da missão empresarial, desde a marcação das viagens, a reserva do hotel e o agendamento prévio de reuniões a realizar entre as empresas portuguesas e as empresas/entidades colombianas, de acordo com os objetivos estabelecidos pelas empresas nacionais”, referiu Pedro Félix na reunião.

Esta missão, fez saber ainda, está incluída num projeto mais amplo de apoio à internacionalização das PME, pelo que as empresas que integrarem a ação, poderão beneficiar de financiamento a fundo perdido. As empresas interessadas em participar nesta missão empresarial devem desde já efetuar pré-inscrição na mesma, através dos contactos ou .

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