Artes da Verinha abriu na Rua David Manuel da Fonseca
A Vera Mónica e o João Oliveira, com a ajuda da mãe ponderaram o projeto «Artes da Verinha» durante bastante tempo.
“A ideia base era termos uma loja onde pudéssemos vender as minhas artes, que englobam muitas coisas”, conta a Vera. “À medida que fomos amadurecendo o projeto pensámos em disponibilizar roupas usadas uma vez ou duas, portanto em 2ª mão mas em estado praticamente novo, para crianças e adultos. Também disponibilizamos roupas para festas, casamentos e batizados… Temos alguma escolha”, descreve a nova comerciante da Rua David Manuel da Fonseca.
Mas na loja «Artes da Verinha» há muito mais: quadros para a decoração de quarto de criança, molduras, caixas… “Temos saquinhos para a roupa individual da criança, artigos para o lar como pegas, panos, toalhas, lençóis, copos, pratos, jogos de talheres, serviços de chá e de café, balanças, bibelôs, malas de mão e outros acessórios”, enumera Vera Mónica.
As artes da Verinha são caixas, molduras… “Telas, muitas delas com a técnica do guardanapo e outras que sou eu mesma que pinto, as ‘pochettes’ para as meninas que aos dois aninhos já começam a gostar de andar com a malinha na mão, bijutaria para criança e senhora… O melhor é virem cá ver! Temos tantas coisas para verem…”, sugere.
O gosto da Vera por fazer este tipo de coisas já vem dos seus tempos de criança. “Acho que com 8 anos já eu pensava em pintar e fazer ‘montes’ de coisas; era do tipo de olhar para uma coisa, imaginar como é que se fazia e tentar eu mesma fazê-la. E assim me fui aperfeiçoando”, revela.
A Vera fez um curso de auxiliar de Ação Educativa, que é a sua profissão, mas o seu sonho foi sempre ter uma lojinha com as suas artes. Está agora a concretizá-lo. Além disso “quero muito ajudar o João – o João não é só o meu irmão, é o meu melhor amigo! É como se fosse um filho – que já está há dois anos sem trabalho”. Ele é que vai estar aqui na loja mais em permanência.
O João gosta de trabalhar com a irmã. Ajuda-a principalmente na bijutaria, nas telas, molduras, preparando o que é necessário para que a mana materialize a sua arte. “A única coisa que eu faço é ponto cruz”, desvenda ele, com um sorriso brincalhão. “Comecei com 14 anos; entretinha-me a ver o meu padrasto a fazer ponto cruz, comecei a fazê-lo também e apanhei-lhe o gosto”, conta. “Fez muita coisa para o enxoval da minha filha!”, sublinha a Vera, embevecida.
O João sente-se completamente à vontade para atender as pessoas que visitarem as «Artes da Verinha», na Rua David Manuel da Fonseca, nº 44.
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