O livro trata da vida do ex-dirigente, de origem cadavalense
Apresentada no Cadaval a biografia do “pai” da Obra do Ardina
José Bernardo Nunes, presidente do Município de Cadaval, com Alexandre Martins na apresentação do livro.
Foi recentemente apresentada, no Cadaval, a biografia do cadavalense Alexandre Martins, eterno “pai” dos jovens apoiados pela Fundação Obra do Ardina, onde foi dirigente e voluntário por mais de 50 anos.
A longa experiência de Alexandre Martins ao serviço da Fundação Obra do Ardina, como voluntário, diretor e presidente, é relatada no livro «Uma vida, uma dádiva | Alexandre Martins» – pequena biografia do ex-dirigente, enriquecida com diversos relatos e fotografias. Trata-se de um trabalho da autoria de Paula Torres de Carvalho, ex-jornalista, coordenadora das Produções Memória e atual membro da direção de Comunicação e Marketing da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A publicação foi apresentada, no Cadaval, a 15 de outubro, no recinto do certame Festa das Adiafas. Na impossibilidade de a autora comparecer, Alexandre Martins fez-se acompanhar da esposa, Maria dos Anjos, que além de professora na Fundação foi sempre o seu braço direito na causa de “proteger e apoiar jovens em dificuldade – pobres, órfãos, excluídos, abandonados”, pode ler-se na biografia. A sessão contou com os testemunhos emocionados de alguns dos jovens que Alexandre Martins ajudou a crescer e a formar na Obra do Ardina, “ajudando-os a encontrar um projeto de vida”, como o próprio livro relata.
Nascido a 25 de junho de 1933, em Martin Joanes, cedo se tornaria ajudante de sapateiro. Após retomar os estudos, viria a tornar-se regente escolar. Começa a colaborar com a Obra do Ardina em 1960, fazendo o magistério primário e dando aulas, em paralelo. Licencia-se em Serviço Social e frequenta outros cursos, vindo a dirigir o jornal O Ardina. Depois de abril de 1974 foi diretor escolar, coordenador pedagógico e ainda delegado sindical. Integra, mais tarde, a Direção Geral do Ensino Básico, dedicando-se à formação de professores. Em 1988, é convidado para assessor no Instituto de Reinserção Social. Paralelamente, e desde 1975, foi diretor e presidente da Obra do Ardina, resignando em 2011. (Nota biográfica extraída da Revista Municipal Nº 4/2001).
O serviço de Cultura da Câmara do Cadaval fica disponível para fazer a ponte entre o conterrâneo biografado e os eventuais interessados na obtenção do livro.
Fonte: CM Cadaval