Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, numa foto extraída, com a devida vénia, do site da Câmara Municipal de Arraiolos.
No âmbito da inauguração d’O Tapete está na Rua 2015 a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo entregou ontem, 5 de junho, à Câmara Municipal de Arraiolos, o dossier do pedido à UNESCO de inscrição do Fabrico de Tapetes de Arraiolos na Lista do Património Cultural Imaterial, com necessidade de salvaguarda urgente, no decorrer da sessão inaugural d’O Tapete está na Rua, um evento que promove a importância histórica, cultural e económica de um dos bens identitários do concelho e da região.
Concluído o processo de candidatura, o projeto será submetido pelo Estado Português à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que deverá, posteriormente, avaliar a potencial inscrição desta manifestação na Lista Mundial do Património Cultural Imaterial.
A proposta de inscrição do Fabrico de Tapetes de Arraiolos na Lista do Património com necessidade de salvaguarda urgente e não na lista representativa, prende-se com o facto de, atualmente, não se verificar a transmissão efetiva deste conhecimento, considerada uma das mais relevantes expressões artísticas tradicionais portuguesas.
Refira-se que o Tapete de Arraiolos – uma obra que resulta da popularização de esquematizações e temas ornamentais dos tapetes turcos e persas, bordados sobre pano com recurso a um ponto antigo, a trança eslava – é um dos bens do território que, à semelhança do Cante Alentejano, das Fortificações de Elvas e do Centro Histórico de Évora, a Entidade Regional de Turismo quer ver classificado pela UNESCO.
Entretanto, neste momento, enquanto o país aguarda a atribuição do título de Património da Humanidade à Arte Chocalheira, estão em desenvolvimento os dossiers de candidatura do Montado, das Festas do Povo de Campo Maior e da Cultura Avieira.