A Orquestra Juvenil da ACCRM é uma promessa ridente no panorama musical riomaiorense.
A Orquestra Juvenil, em embrião, da ACCRM, dirigida pelo professor Ricardo Nascimento, atuando na Audição Final 2017/18 das Escolas de Música.
Na recente Audição Final de 2017/2018 das Escolas de Música da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior – ACCRM (16/6/2018), uma das últimas atuações foi a do embrião da Orquestra Juvenil.
Este grupo de jovens tem vindo a mostrar-se empenhado na aprendizagem e na demonstração dos seus conhecimentos sempre que solicitado.
“Aos poucos, e muito devagarinho, a Orquestra Juvenil vai-se formando”, referiu a apresentadora da Audição Final, Isabel Vasconcelos.
A Orquestra Juvenil da ACCRM é constituída, atualmente, pelos seguintes jovens: Cristiana, Joana, Beatriz Marques, Ana Rita, Beatriz Freixieiro, Francisco, Leonor, Martim Paulo, Diogo, Martim Santos, André, Olívia e Valter. É dirigida pelo professor Ricardo Nascimento.
Dado a participação da Orquestra Juvenil ter estado integrada no programa geral da Audição Final das Escolas de Música, relativamente extenso por natureza, interpretou – e que bem! – apenas dois temas, tendo o seu desempenho merecido fartos aplausos dos espectadores que praticamente enchiam o Cineteatro Municipal de Rio Maior.
A Orquestra Juvenil da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior é uma promessa ridente no panorama musical riomaiorense, empobrecido que foi pela extinção do COTAGRM – Coral e Orquestra Típica António Gavino de Rio Maior.
O COTAGRM era grande, não só no número de coralistas e de instrumentistas mas também no seu repertório de muitos originais com letras/poemas assinados por poetas locais e de outros pontos do Ribatejo e do país e musicados pelo maestro António Gavino.
António Gavino imprimia a cada tema, fosse apenas instrumental ou canção, de sua autoria ou não, um cunho verdadeiramente único, entre a canção ligeira e a música popular portuguesa. É disso exemplo o CD «Do Povo Ribatejano», gravado pelo Coral e Orquestra Típica de Rio Maior em 1998 que nele, e também em cassette , legou para a posteridade a sua interpretação dos temas: «Do povo ribatejano», «Alto da Serra», «Amigos», «Digo D’Ai», «Agora sei porque há vento sul», «De barlavento a sotavento», «Ribatejo a Cantar», «Marcha Alentejana», «Canção de Rio Maior», «Canta o Cuco», «Cantiga de Amar» e «Festa dos salineiros».
É reconhecido pela ACCRM e é mais ou menos consensual que será muito difícil formar um agrupamento da dimensão e com a especificidade interpretativa e de repertório que tinha o COTAGRM mas em compensação poderá estar a despontar da sua atual Orquestra Juvenil a possibilidade de Rio Maior voltar a ter uma orquestra, com cantores também, se não em coral, a solo, como de resto o Coral e Orquestra Típica também tinha, que represente condignamente o concelho no país e quiçá lá fora e na qual os riomaiorenses revejam as suas referências culturais.
Texto e fotos: Carlos Manuel