Marinha Portuguesa apoia operação da Polícia Marítima na Grécia.
A Marinha apoia a preparação e a sustentação logística, bem como a atividade operacional de um Destacamento da Polícia Marítima, na Grécia, com contributos do Comando Naval, da Superintendência do Pessoal, do Instituto Hidrográfico, da Superintendência das Tecnologias da Informação e da Superintendência das Finanças.
Correspondendo a um pedido da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia – FRONTEX – A Polícia Marítima (PM), vai integrar, de 1 de outubro a 31 de dezembro de 2015, a Operação Conjunta POSEIDON SEA 2015, no mar Egeu, com o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço.
Nesta operação, em que a PM é empenhada pela 4ª vez (1 a 30/4/2014; 1/11 a 31/12/2014; 1/1 a 28/2/2015) participam, para além da Grécia, mais 17 Estados membros da UE, 2 países terceiros (Albânia e Ucrânia) como observadores e diversas organizações europeias (EUROPOL – European Police Office; EFCA – European Fisheries Control Agency; EASO – European Asylum Support Office; EMSA – European Maritime Safety Agency; CeCLAD-M – Centre Opérationnel International d’Enquêtes et de Coordination de Lutte Anti-drogue Dénommé en Méditerranée).
O objetivo desta missão é contribuir para o esforço de patrulhamento da fronteira marítima externa da União Europeia, em Lesbos, junto à costa da Turquia, em cooperação com a Guarda-Costeira Grega.
A equipa é constituída por:
- 1 Agente da Polícia Marítima como oficial de ligação no International Coordination Center (ICC) no Pireu;
- 1 Subchefe e 5 Agentes da Polícia Marítima como guarnição da embarcação;
- 1 Sargento-Chefe Maquinista Naval para apoio técnico e manutenção do 1º escalão da embarcação.
A área de operações será próxima da ilha de Lesbos, num sector de 20 por 20 milhas náuticas, onde a PM fará patrulhas diárias de 6 horas durante a noite.
O meio operacional será a embarcação semirrígida cabinada «Tejo», com 10,8 metros de comprimento, 3,8 metros de boca, dois motores diesel interiores, com autonomia de 300 milhas náuticas e uma velocidade máxima de 32 nós.
A embarcação está apetrechada com meios eletrónicos de navegação e diversa instrumentação apropriada ao cumprimento das tarefas de controlo da fronteira, de combate à emigração irregular e, sempre que necessário, de busca e salvamento.