GNR lança Operação de Segurança – Migrante 2018 na cidade de Fátima.
Vista parcial do Santuário de Fátima.
O Comando Territorial da GNR de Santarém, no próximo domingo, dia 12 de agosto, vai implementar um dispositivo de segurança na cidade de Fátima, com particular atenção ao santuário e zona envolvente, de modo a garantir a segurança e tranquilidade públicas, bem como a fluidez do trânsito, durante a Peregrinação dos Migrantes ao Santuário de Fátima.
Nesta peregrinação são esperados milhares de migrantes e respetivas famílias, pelo que serão empenhados militares de diversas valências, nomeadamente, do Destacamento Territorial, Destacamento de Trânsito, Destacamento de Intervenção, Investigação Criminal, patrulhamento a Cavalo, patrulhamento Ciclo, através de equipas de Tourist Support Patrol , Binómios Cinotécnicos, Operações Especiais, Manutenção de Ordem Pública e Inativação de Explosivos.
Para que as celebrações decorram em segurança, o Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Santarém apela aos condutores que neste dia, em Fátima e nos seus acessos, adotem uma condução cautelosa, devido ao elevado número de peregrinos a circular na via pública.
Conselhos da GNR aos peregrinos
Durante os trajetos, a GNR aconselha os peregrinos a:
- Andar em fila indiana;
- Sinalizar o início e fim dos grupos;
- Não andar na estrada, mas sim pela berma;
- Caminhar sempre na berma contrária ao sentido do trânsito;
- Não andar em locais onde seja proibida a circulação de peões;
- Usar sempre, quer de dia quer de noite, coletes refletores;
- Se for preciso reunir o grupo, fazê-lo sempre fora da estrada;
- Não usar auscultadores de rádio;
- Não utilize o telemóvel durante a caminhada;
- Fazer pausas de uma hora na caminhada da manhã e duas no fim do almoço;
- Não andar sozinho(a) durante a noite;
- Tomar especiais cuidados ao atravessar as vias.
Na cidade de Fátima e no Santuário, a GNR deixa os seguintes conselhos aos peregrinos:
- Chegue atempadamente a fim de evitar filas prolongadas;
- Não deixe bens à vista no interior dos veículos, guarde-os na bagageira antes de chegar ao local onde vai estacionar;
- Não deixe documentos pessoais nos veículos, tenha-os sempre consigo;
- Não transporte a carteira/telemóvel no bolso de trás ou na mochila, guarde-os num bolso da frente ou numa bolsa com fecho que esteja sempre em contato com o corpo;
- Evite andar com grandes quantias de dinheiro, divida-o e distribua-o por vários locais;
- Não leve bens de valor, nem objetos que sejam ostensivos;
- Tenha sempre o telemóvel com bateria e o contacto dos demais elementos do grupo;
- Logo após o fím das cerimónias, saia de forma calma e gradual a fim de evitar filas prolongadas;
- Nunca perca de vista os idosos e crianças que o acompanham, devendo estes terem sempre um contacto de um adulto do grupo.
Notas da redação
A peregrinação do migrante e do refugiado será presidida pelo cardeal de Cabo Verde.
Para a Peregrinação dos Migrantes 2017 inscreveram-se 158 grupos, num total de 13 912 peregrinos. A Missa da vigília presidida por D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício, foi concelebrada por 180 sacerdotes e 11 bispos.
Em 2018, a Igreja Católica em Portugal vai celebrar a Semana das Migrações, com o tema Cada forasteiro é ocasião de encontro – Migrantes e refugiados no caminho para Cristo , de 12 a 19 de agosto.
Desta vez, a peregrinação do migrante e do refugiado a Fátima, a realizar-se nos dias 12 e 13 de agosto, a qual assinalará o início da Semana das Migrações, será presidida pelo primeiro cardeal cabo-verdiano, D. Arlindo Furtado.
Cardeal Arlindo Gomes Furtado.
Esta será a 46ª Semana Nacional das Migrações, iniciativa promovida pela “Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM), da Conferência Episcopal Portuguesa, de 12 a 19 de agosto e que termina numa Jornada de Solidariedade, nas paróquias portuguesas, com uma proposta de oração pelos migrantes e a recolha de donativos”, anuncia a agência Ecclesia.
“Perante o drama dos refugiados, que fogem à guerra, à fome, à seca e à pobreza, muitos morrendo pelos caminhos perigosos, vítimas de máfias sem escrúpulos, como cristãos e seres humanos não podemos ficar insensíveis a tudo isto”, escreve D. António Vitalino, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, citado pela mesma agência de informação.
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