Mapa de Movimentos efetuados no período de 6 a 12/8/2018.
Os Mapas de Movimentos permitem-nos ficar com uma noção da dimensão das atividades realizadas pelos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, em cada período indicado e da sua média mensal ao longo do ano.
MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
Em princípios do ano de 2013, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Rio Maior (AHBVRM) anunciava a sua intenção de adquirir uma viatura autoescada, usada, que custaria cerca 12 mil euros aos cofres da Associação. Aquele montante correspondia:
- ao custo da aquisição propriamente dita, cerca de 7 500,00€;
- à legalização da viatura em Portugal, uma vez que seria importada da Suíça, cerca de 1 500€;
- ao transporte da viatura, cerca de 2 000,00€; e
- aos custos de deslocação, estada, formação e treino dos operacionais envolvidos, cerca de 1 000,00€.
Estava assente para fins de maio, a deslocação de quatro elementos do Corpo de Bombeiros à Suíça para receberem formação sobre o funcionamento da autoescada.
A AHBVRM explicava tratar-se de um veículo de chassis marca Mercedes-Benz (cabine dupla) e de Escada Giratória de 30 metros de marca Metz, contendo mangueiras e agulhetas, gerador e maca de resgate. A autoescada viria “permitir um incremento significativo da capacidade operacional perante as exigências que o desenvolvimento urbano da cidade de Rio Maior” vinha tendo nos últimos anos, em particular, e do concelho, no seu todo”.
Era entendimento da AHBVRM, que autoescada seria uma mais-valia para todos – associação, autarcas e cidadãos – dado ser uma necessidade que existia no parque de viaturas do quartel para poder satisfazer as necessidades e solicitações que este tipo de viatura tinha e tanto que assim era que “sempre que há necessidade de usar uma viatura autoescada, temos necessidade de a solicitar ao CDOS, que por sua vez, ativa os vizinhos de Caldas da Rainha ou de Santarém, para que se desloquem à ocorrência”, sendo que “o tempo de chegada nunca era inferior a 60 minutos”.
A autoescada, que veio de facto para Rio Maior nesse ano, alcança a altura de 30 metros, com 5 lanços de escada sobrepostos e engavetados, montados sobre o chassis da viatura pesada Mercedes-Benz. A força motriz do carro permite movimentar a escada através da força de hidráulicos. Para a execução dos movimentos principais – elevar, arvorar e girar – dispõe de três circuitos hidráulicos diferentes, o que permite a execução dos três movimentos simultaneamente. A viatura autoescada está dotada de dispositivos de segurança (hidráulicos, eléctricos e mecânicos) que tendem a evitar possíveis equívocos operacionais.
Comparado com os 700 000,00€ que esta autoescada custaria, o montante de 12 000€ previsto para o negócio, acabou por ser “uma verdadeira oportunidade”, considerou a AHBVRM.
Mas o negócio só foi possível graças ao apoio do Município e à ajuda da Comunidade Portuguesa radicada na Suíça. “Foi possível, ainda, graças ao trabalho de um grupo de cidadãos portugueses e suíços que se disponibilizaram a dar o seu contributo, em tempo e dinheiro”, revelou a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, deixando o seu público agradecimento à Comunidade Portuguesa em geral, e em particular a: Mário Pinheiro (Consulado Português em Zurique); Manuel Beja (conselheiro das Comunidades); Fernando Cordeiro (empresário e tradutor dos BVRM); Arnaldo Fernandes (empresário); José Patrício (interlocutor com os Bombeiros de Arth); João Pais (presidente da Assembleia Geral da Casa do Benfica de Zurique); Manuel Martins (presidente da Casa do Benfica de Zurique); e António Mestre (BES – Zurique).
A autoescada ainda no quartel dos Bombeiros de Arth, na Suiça.