Previsão meteorológica para as próximas 72 horas é de precipitação, neve, vento e agitação marítima
O Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), conforme informação meteorológica disponibilizada hoje, 18 de novembro, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para a previsão para as próximas 72 horas de um agravamento das condições meteorológicas, destacando:
– Previsão de aguaceiros intensos (mais de 60 mm em 12 horas) em todo o território a começar no final da noite de sábado, dia 19, prolongando-se durante o domingo 20 de novembro.
– Vento forte acompanhado de rajadas de vento até 70 km/h no litoral e até 90 km/h nas terras altas.
– Queda de neve nas terras altas acima dos 1 000 metros a partir do final de domingo e durante a segunda-feira.
– Agitação marítima no litoral das regiões do Norte, Centro e Lisboa a partir da tarde desta sexta-feira e até final da manhã de sábado, com ondas de noroeste com 4 metros.
Face à situação descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
- Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo.
- Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem.
- Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis.
- Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem.
- Danos em estruturas montadas ou suspensas.
- Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
- Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte.
- Possíveis acidentes na orla costeira.
- Fenómenos geomorfológicos ( nr. : por exemplo deslizamentos de terras) causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.
Medidas preventivas
A ANPC recorda que o eventual impacte destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirar inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas.
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias.
- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
- Proceder à colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve.
- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas.
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte.
- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais.
- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.