A qualificação da Mina do Espadanal e sua envolvente, faz parte da lista para o novo Quadro Comunitário 2014/2020.
Na reunião de Câmara de 28 de Fevereiro, os vereadores Carlos Nazaré Almeida (PS) e Augusto Figueiredo (CDU), manifestaram as suas preocupações, quanto a uma resposta do executivo à proposta da EICEL sobre a Mina do Espadanal e uma eventual candidatura à, Fundação EDP.
Carlos Frazão Correia lembrou que chegou a existir ainda recentemente a intenção de se construir uma passagem pedonal aérea sobre a Av. Mário Soares, ligando a zona onde se encontram implantados o Centro Escolar n.º 2 e a fábrica de briquetes à zona do Pavilhão Multiusos/Estação Rodoviária, infraestrutura essa de que a Parque Escolar EPE seria a principal financiadora mas que acabou por não se concretizar. Referiu também as limpezas em redor da fábrica promovidas pela EICEL. O edil dava assim algum enquadramento à questão do futuro daquele património industrial edificado, desactivado há décadas.
“Neste momento já há contactos formais entre o Município de Rio Maior, que por acaso é o proprietário da Mina do Espadanal, com a Fundação EDP” , revelou afirmando que o executivo municipal agradece “ a colaboração de todas as entidades, mas quem mais representa ” a mina “é o Município de Rio Maior” . Sobre a cedência de espaço à EICEL, assinalou terem tomado conhecimento pela comunicação social local que um particular lhe tinha cedido instalações. Concluiu afirmando que a Câmara não “vai avançar com um contrato (…) enquanto o processo negocial com a Fundação EDP e outras entidades estiver a decorrer, por não saber se poderá ou não fazê-lo” .
A antiga Mina do Espadanal tem gerado, ultimamente, imenso interesse.
Carlos Nazaré apelou a que a Câmara Municipal “mantenha disponibilidade e abertura, não abdicando do facto de ser a proprietária da Mina do Espadanal” , portanto “parte interveniente e parte principal” , de modo a que “não desperdice boas vontades e oportunidades” . A este apelo, Carlos Frazão garantiu que “a Câmara está sempre receptiva à colaboração de todos” mas que esperam “da parte da EICEL, também uma colaboração transparente, pela positiva e não fazendo contravapor às vezes” .
Augusto Figueiredo concorda com a posição do executivo mas releva “o capital de conhecimento instalado na EICEL que pode e deve ser colocado à disposição do município e dos riomaiorenses” , cabendo à Câmara, enquanto líder do processo, potenciar a captação de meios necessários. A este respeito, Carlos Frazão Correia fez notar que a EICEL “não é a detentora única de conhecimento, da sabedoria e da verdade, a Câmara também tem pessoas que sabem e penso que é com a colaboração de todos, sem ninguém ser o detentor único do processo que este pode avançar” .
“Eu e a Câmara reconhecemos o capital da EICEL” afirmou Isaura Morais; reconhecendo que tem sido uma relação difícil, a presidente lamenta porém que “se tente passar a imagem de que a Câmara é que não quer aceitar a colaboração da EICEL. Mas tem existido essa colaboração, esse entendimento mediante as propostas que têm sido apresentadas e particularmente da minha parte continuará a existir” .
Fechando este assunto na reunião de Câmara de 28 de Fevereiro, a presidente do Município informou que “a qualificação da Mina do Espadanal e da sua envolvente faz parte de uma listagem de projectos que foi recentemente enviada” , no âmbito do Plano Territorial Integrado, “para o novo Quadro Comunitário 2014/2020” . “Sem dúvida que a qualificação de todo o complexo mineiro do Espadanal é uma prioridade deste executivo, é um projecto que foi iniciado por mim” , concluiu.