Recordando como Rio Maior festejou o Dia Internacional da Paz 2015
A tertúlia/debate deste ano teve por tema «O meu papel para a paz» tendo sido dinamizada pelo professor de Yôga António Fróis Rafael.
O Dia Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967, para que fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1 de janeiro), a partir de 1968, coisa que acontece até hoje.
Ao Dia Mundial da Paz veio juntar-se, a partir de 1981, o Dia Internacional da Paz, que é assinalado de forma bem mais visível um pouco por toda a parte, incluindo Rio Maior. Recordemos como foi, aqui, em 2015.
Com organização dos Amigos pela Paz de Rio Maior festejou-se nesta cidade, por antecipação, no domingo dia 20, o Dia Internacional da Paz que é 21 de setembro.
O Dia Internacional da Paz foi proclamado em 30 de novembro de 1981 pela Organização das Nações Unidas como um dia de cessar-fogo e de não-violência em todo o planeta, que motivasse uma reflexão sobre a paz e o que cada um pode fazer por ela.
Pelo quarto ano consecutivo, os Amigos pela Paz de Rio Maior promoveram, no Jardim Municipal 25 de Abril, a Festa da Paz, tendo sido esta, pelo que nos pareceu, a que mais participação suscitou, quer em número quer a nível da participação em matéria de troca de ideias sobre a paz.
A tertúlia/debate deste ano teve por tema «O meu papel para a paz» tendo sido dinamizada pelo professor de Yôga António Fróis Rafael.
Fróis Rafael tem a convicção de que a vocação para a paz é intrínseca da natureza humana mas que as pessoas precisam de aprender a lidar com ela exercitando-se na extração de todas as possibilidades que ela oferece de compreensão e relacionamento com o outro.
Na tertúlia/debate ficou porém claro que o império da paz na sociedade humana está intrinsecamente dependente da criação de condições de vida dignas e da igualdade de oportunidades para todos bem como de outros fatores, como a segurança, a estabilidade, a habitação, a saúde, a educação… Daí a questão: qual o papel de cada pessoa para a paz.
Mas não se pense que só agora é que se põe essa questão. No fundo, a paz é um anseio da imensa maioria da humanidade desde que esta o é. Situemo-nos porém nestes tempos mais recentes e conturbados em que se vêm acentuando sinais de profunda discórdia, se alarmam as nações e se rasgam compromissos de 70 anos… que foi há 70 anos que terminou a II Guerra Mundial.
Desde 28 de novembro de 2011, altura em que a chamada «Declaração de Bruxelas – Compromisso para a Paz» foi subscrita no Parlamento Europeu, que é um apelo à ação a favor da paz, lançada às instituições, administrações públicas, organizações, empresas, enfim às “personalidades influentes”, no sentido de abordarem a paz como “um tema fundamental do nosso tempo”, até porque “(…) as guerras se iniciam nas mentes dos homens, é nas mentes dos homens que as defesas da paz devem ser construídas”, como está escrito na carta fundadora da UNESCO, que esse documento circula por aí, para ser subscrito e assumido como uma linha de conduta inelutável para a preservação e o futuro da humanidade.
De resto, a Declaração de Bruxelas, declaração de intenções, “visa incentivar projetos e ações destinados a promover a paz no seu sentido mais universal, com base no significado de cada indivíduo e inspirada nos ideais universais da dignidade do ser humano, da liberdade, da igualdade e da solidariedade, ideais consagrados no preâmbulo da «Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia», e confirmados pela Declaração de Nice, em 2000, e pelo Tratado de Lisboa, em 2009.
Subscritores elegíveis
Este «Compromisso para a Paz» “visa criar uma rede de pessoas com uma visão comum do valor da paz, que tenham o potencial de criar, promover e comunicar projetos e iniciativas concretas que possam tornar a paz um tópico presente a todos os níveis nas suas comunidades”.
São subscritores ideais da Declaração de Bruxelas:
— Instituições governamentais locais, nacionais e internacionais que possam fazer da paz um tópico central das ações políticas e administrativas e que possam despertar a atenção da sociedade civil para este tópico.
— Instituições educacionais que tenham a possibilidade de integrar o tema da paz no processo educativo.
— Organizações, associações e entidades culturais e humanitárias que representem categorias e interesses, com o seu potencial de interligarem pessoas e de serem comunicadores influentes.
— Empresas, em particular aquelas que prestam especial atenção à responsabilidade social.
Voltemos à Festa da Paz de Rio Maior, onde também compareceram a presidente da Câmara, Isaura Morais – que citou Einstein sobre o entendimento como a única forma de se manter a paz – e a vereadora da Educação e Cultura, Ana Filomena Figueiredo.
Escutaram-se cantores (fotos em baixo) e canções, que na maioria dos casos tiveram acompanhamento do pianista Fernando António dos Santos. E foi dita poesia. Às quatro da tarde lançaram-se balões brancos simbolizando o desejo de paz no Mundo, ao som de «Imagine» na voz de Joana Silva.
Dhyan Kabir, Joana Silva, Pedro Alsama e Darya Krutsyuk.
Miguel Martins, Mauro e Blinksh.
Fernando António dos Santos.
Em ponto próximo do mesmo jardim, voluntárias da Delegação de Rio Maior da Cruz Vermelha Portuguesa rastreavam a tensão arterial, a diabetes…
Na Eucaristia dominical do meio-dia, a homilia proferida pelo pároco de Rio Maior, padre António Diogo incidiu na paz.
Texto e fotos: C. M.