De Rui Rasquilho
Peregrinação na memória – Datas e notas à volta de Cister
Rui Rasquilho. Foto: Jorge Barros.
Está a ser lançada neste momento, em Alcobaça, a obra «Peregrinação na memória – Datas e notas à volta de Cister», de Rui Rasquilho.
Está a acontecer no salão da Debulhadora da Cooperativa Agrícola de Alcobaça e é uma edição daquela Cooperativa. A produção é da Textiverso.
O livro é apresentado pelos Professores Doutores Pedro Gomes Barbosa e António Valério Maduro.
Neste livro, as datas e as notas remetem-nos primeiro para a Roma cristã, apenas para registar o começo da peregrinação no passado, sem suposições, pois é sabido que o vago é inimigo da análise histórica.
Entre muitas referências, Rui Rasquilho escolheu simbolicamente o início da construção do maior mosteiro medieval, em 1088.
Em contraponto ao poderoso mosteiro dos monges negros de Cluny e na data de 1098, o abade do mosteiro de Molesme, beneditino, resolveu recuperar o exercício da prática da regra de S. Bento e iniciou o ciclo dos Monges Brancos de Cister, no retorno à castidade, à pobreza e à obediência.
Referem-se, por isso, aos cistercienses a maioria das datas e das notas e, de um modo geral, os textos mais longos.
Fala-se também de acontecimentos incontornáveis para a reconstituição da linha do tempo, tendo em consideração que a clausura imutável dos cenóbios não corta a ordem do mundo.