Na Zona Industrial da Marinha Grande o Primeiro-Ministro inaugurou novas infraestruturas do CDRsp/IPLeiria.
«O Instituto Politécnico de Leiria é desde há vários anos uma instituição exemplar» – afirmou.
António Costa com Nuno Mangas.
“O Instituto Politécnico de Leiria é desde há vários anos uma instituição exemplar, quer pelo enquadramento com a região quer pela articulação com o tecido empresarial”, referiu o Primeiro-ministro, António Costa, na inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto (CDRsp/IPLeiria), na Zona Industrial da Marinha Grande. O novo edifício servirá de suporte às atividades de I&D+i, de formação avançada e para o desenvolvimento de ações de divulgação e efetiva transferência de conhecimento e tecnologia entre o meio académico e industrial.
Na sua intervenção, o governante destacou que o Instituto Politécnico de Leiria “tem condições únicas de articulação com o tecido empresarial para estimular o crescimento do País”, e enalteceu a sua contribuição “ao longo dos últimos anos, para que hoje a Marinha Grande e toda a região de Leiria seja uma das zonas industriais, que está na linha da frente do desenvolvimento, da internacionalização e da capacidade exportadora do País”.
Nuno Mangas, presidente do Instituto Politécnico de Leiria, referiu que “a ligação ao tecido empresarial, às instituições e à região de Leiria e Oeste faz parte do histórico da nossa instituição, e esta é uma realidade que queremos prosseguir e intensificar no futuro”. O presidente explicou que o CDRsp, “além do que representa, no âmbito do sistema científico nacional, evidencia também uma postura muito particular do Politécnico de Leiria, e materializa, clara e inequivocamente, aquela que é a nossa opção estratégica: colocar o conhecimento ao serviço da indústria e do desenvolvimento socioeconómico deste território”.
A nova infraestrutura científica do CDRsp representa um investimento global de 3,2 milhões de euros e foi cofinanciada pelo Programa Operacional do Centro – MaisCentro. “Tendo em consideração que grande parte da sua atividade de investigação e inovação estava intimamente ligada às empresas da nossa região, em particular à indústria dos moldes e plásticos, foi nosso entendimento localizar este Centro de Investigação junto dos seus principais parceiros, as empresas”, explicou Nuno Mangas.
“Hoje o nosso desenvolvimento depende do conhecimento e da capacidade que tivermos de transferir esse conhecimento de forma a alimentar a inovação, e a alimentar novos produtos, novos serviços, novos processos, que acrescentem valor ao que produzimos”, referiu o Primeiro-ministro. De acordo com o governante, o que permitirá ganhar produtividade e ser competitivo é a capacidade que o País tiver em gerar conhecimento e de “transformar esse conhecimento em valor”, algo para que o IPLeiria tem contribuído de modo decisivo ao longo das décadas”.
O Primeiro-ministro recordou ter conhecido “este Instituto em 2001/2002″, e destacou o seu “trabalho de persistência, que vem permitindo a sua evolução”. Tomando o exemplo o IPLeiria, e estabelecendo um paralelismo entre o futuro da instituição de ensino e o futuro do País, António Costa partilhou considerar importante “não desistir” e, “com persistência, investir na formação e na inovação”.
O chefe do Governo considera que “não é possível imaginar que um país se possa desenvolver a discutir 30 euros no aumento do salarial”, criticando aqueles que pensam “atalhar caminho com a redução de salários”. O Primeiro-ministro lembrou que o Programa de Estabilidade “hoje (21/4/2016) apresentado pelo Governo, tem a inovação como um dos seus pilares fundamentais”. Outro pilar fundamental para o Governo é o das qualificações, referiu ainda António Costa, justificando que “só há conhecimento onde houve investimento na educação”, e “só há inovação onde houver capacidade de introduzir no meio empresarial o conhecimento que foi adquirido e produzido no meio do ensino superior”.
O CDRsp atua na área das tecnologias emergentes, dos materiais avançados, da produção sustentável e da produção de tecnologias verdes. Desenvolve projetos nacionais e internacionais, totalizando mais de 100 projetos desde a sua criação, a maior parte deles com empresas, representando um investimento global de mais de 44 milhões de euros em investigação e inovação. Registou 16 patentes, e os seus investigadores fizeram mais de 200 publicações, na sua quase totalidade internacionais, tendo igualmente editado diversos livros. O seu corpo integra mais de 60 investigadores, incluindo oito estudantes de doutoramento e 15 de mestrado.
Para o presidente, “localizar este centro junto das empresas e de outras infraestruturas potenciadoras de desenvolvimento tecnológico e do empreendedorismo”, como o CENTIMFE, Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, e da OPEN, uma incubadora de empresas, “é ter a oportunidade de fazer parte de um ecossistema capaz de reforçar a capacidade competitiva do território e do País”, uma linha de atuação com que “nos identificamos e onde queremos ser reconhecidos como os melhores”. O presidente concluiu a sua intervenção afirmando que “Portugal e esta região têm uma aposta a ganhar: a da criação e transferência de conhecimento.”
Fonte: M.C.C.