No início desta semana decorreu em Rio Maior, na sede do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o XVII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza.
Vieram até esta cidade guardas e vigilantes da natureza dos parques, reservas naturais e paisagens protegidas de todo o território português, com excepção, desta vez, “talvez devido à crise, dos nossos colegas dos Açores e da Madeira”, fez notar ao Região de Rio Maior Francisco Correia, presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN).
O encontro decorreu na sede do PNSAC.
Estes encontros eram anuais, mas devido às dificuldades económicas a Associação começou por fazê-los de dois em dois anos e agora já os faz de três em três anos. São uma oportunidade para a troca de experiências entre colegas de profissão de todo o país; “A nossa missão é proteger a natureza, o trabalho de todos nós é o mesmo mas as situações são diferentes de parque natural para parque natural, por isso aproveitamos estes encontros para trocar experiências. Por outro lado, de-vido à falta de formação que o Estado nos devia dar, temos a preocupação de escolher os melhores oradores especialistas nas matérias para os trazermos aos nossos encontros a fim de nos transmitirem os seus conhecimentos (…)”
Francisco Correia, presidente da APGVN.
Actualmente, os vigilantes da natureza são 119, distribuídos pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, APA – Agência Portuguesa do Ambiente e Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). “Somos muito poucos para tantas áreas protegidas, tanto território a fiscalizar…”, lamenta Francisco Correia.