Do programa geral da FRIMOR 2014 constava um seminário sobre «Novas oportunidades para a agricultura», organizado pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo. Foi no dia 1 de Setembro, no auditório do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior.
Abriu o seminário a presidente da Câmara afirmando estar a mesma à procura de recuperar a força que a Feira Anual de Rio Maior já teve e que nesse sentido julga ter dado este ano “um passo qualitativo apostando na fileira agroalimentar” e contando com a presença, em stand , da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, da qual a própria directora, Elizete Jardim, fizera gosto em estar presente naquele fórum, que de resto se inseria nessa linha de acção em que também é parte interessada a APRODER; com a autarca e a directora da DRAPLVT também Adelino da Costa Bernardes, seu presidente tinha assento na mesa de honra, estando igualmente na sala a coordenadora da Associação para a Promoção e Desenvolvimento Rural do Ribatejo, Maria João Botelho.
A assistência no auditório do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior.
Isaura Morais crê que o papel das autarquias, logo o da sua também, hoje em dia é conciliar o que for tido como necessário à alavancagem das potencialidades do concelho, com os meios disponíveis para esse efeito, quer a nível regional quer a nível governamental. O seminário sobre «Novas oportunidades para a agricultura» ia pois ao encontro da actual aposta local na fileira agro-alimentar uma vez que servia o propósito de pôr ao corrente dos recursos existentes, aqueles que quisessem apostar na mesma área.
Do programa deste seminário faziam parte estes temas: Cogumelos – A produção de cogumelos sapróbios; Plantas e ervas aromáticas – Enquadramento e oportunidades de negócio; Framboesas – Condicionantes e oportunidades de negócio; A importância da concentração da oferta na promoção e comercialização das frutas, legumes e flores; Hidroponia – Apontamentos de Hidroponia em NFT e NGS; Agricultura biológica – Certificar e diversificar para comercializar; Como criar o seu negócio; A melhor qualidade de vida nos territórios rurais – A abordagem LEADER. Este último tema esteve a cargo da coordenadora da APRODER, Maria João Botelho.
Adelino Bernardes, contou que quando num almoço, falou da realização deste seminário, a directora da DRAPLVT exclamou, estendendo-lhe a mão: “Adjudicado!” Comprometia-se, com essa nota de bom humor, a estar presente. No seu entendimento, Elizete Jardim é profunda conhecedora dos projectos que têm vingado e porquê.
A directora regional de Agricultura e Pescas falou da apetência das pessoas por estes seminários, chegando a vir de longe, o que confirma que “a agricultura, um sector que andou marginalizado (…), por um lado por força da conjuntura do país e por outro por força do empenhamento dos agricultores, muitos deles à procura de oportunidades A assistência no auditório do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior. Elizete Jardim, Isaura Morais e Adelino Bernardes, na abertura do seminário. que os outros sectores não lhes estão a dar, está a responder muito acima do que eram todas as expectativas, inclusivamente de quem programou o período de programação financeira que está agora a terminar com o programa de desenvolvimento rural PRODER” , cujo êxito “deve-se principalmente à atitude dos agricultores, à sua presença, ao seu sentido de empreendedorismo e à sua capacidade de investir numa altura em que é tão arriscado investir e é tão difícil obter financiamento” .
A procura do PRODER mede-se muito pelo número de candidaturas que lhe são submetidas, estando neste momento cerca de 10 000 em análise. O PRODER, referiu, está com uma taxa de execução de mais de 85% e tem uma taxa de desistências e de subexecução de 7%. O jovem agricultor, antes de avançar com uma candidatura deve questionar-se: “em que sector me vou instalar, aonde, como e o que é que vou fazer e, muito importante, como é que vou vender” , alertou Elizete Jardim.