Acidente leva IV Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo a interromper a marcha
Homem cai em precipício de difícil acesso nas escarpas do Tejo.
Está a decorrer desde 28 de maio e para durar até 18 de junho de 2016 o IV Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, ligando pelo rio, Vila Velha de Ródão ao grande estuário do Tejo, em Oeiras.
Realizado por embarcações típicas do Tejo, como o tradicional picoto e a bateira, que transportam a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias Avieiras, nas margens do Tejo, o Cruzeiro tem como objetivos específicos:
- Reforçar a identidade das comunidades, aproximando-as através da partilha cultural e religiosa.
- Aproximar as comunidades do rio Tejo para usufruírem da sua riqueza.
- Transformar as comunidades ribeirinhas em elementos divulgadores das enormes potencialidades do rio na área do Turismo Sustentável e das Culturas a ele associadas.
Durante o decorrer deste Cruzeiro, que conta com o apoio dos Fuzileiros Navais da Marinha de Guerra Portuguesa, “um cidadão de nacionalidade espanhola sofreu uma queda num precipício nas escarpas do Rio Tejo entre a Barragem do Fratel e a Barca da Amieira, no sábado, 28 de maio. O grave acidente ocorreu na altura em que, por coincidência, as embarcações do Cruzeiro estavam a passar pelo local e se constatou que os Bombeiros presentes não tinham meios suficientes para retirar a pessoa sinistrada de onde se encontrava, dadas as dificílimas condições de acesso”, relatam da parte da organização a AIDIA – Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça e a ENVOLVE – Associação Social do Rossio ao Sul do Tejo – Abrantes.
Dadas as dificuldades de acesso à vítima e à demora estimada de intervenção do meio aéreo, os Bombeiros recorreram ao apoio dos Fuzileiros que integravam o Cruzeiro. “Este foi imediatamente interrompido e os meios dos Fuzileiros foram destacados para dar apoio aos Bombeiros e à vítima”, refere a organização, que descreve:
“Com esta colaboração conjunta e com um enorme risco de queda para todos os intervenientes, foi possível aos Bombeiros estabilizarem a vítima numa maca e descê-la para um dos botes dos Fuzileiros que a transportou finalmente para a margem do Tejo, onde pôde ser socorrida em condições. A operação durou cerca de 45 minutos. Esta operação foi de uma enorme complexidade e com enormes dificuldades que todos tiveram para que a vítima fosse evacuada em segurança na embarcação dos Fuzileiros, transportada rapidamente para a margem e depois para a ambulância que se encontrava no cais da Amieira do Tejo.
Após manobras de estabilização, a vítima foi transportada para o Hospital de Portalegre. Segundo dados do Hospital, o nome do cidadão da zona de Badajoz é José Manuel Montes Rodriguez.”
Sabe-se que vítima sofreu um sério traumatismo craniano e uma severa contusão no tórax, que a intervenção dos Fuzileiros e dos Bombeiros evitou danos que seriam mais graves se a assistência tivesse sido mais demorada, e que conseguiu recuperar e se encontra livre de perigo.
O Cruzeiro foi retomado somente depois de o sinistrado ter sido colocada na ambulância e enviado para o Hospital.