Na última 4ª feira, 15 de abril, reuniram-se em ‘tribunal popular’ aproximadamente duas centenas de utentes do Centro de Saúde de Alcanede, uns da própria freguesia de Alcanede e outros da vizinha freguesia da Gançaria.
Protestavam porque os cerca de 5.000 utentes das duas freguesias servidos por aquele Centro de Saúde estão com apenas um médico e nem sequer todos os dias, para o qual cada pessoa só poderá marcar uma consulta por mês; além disso não é médico de família.
Esta situação ocasiona demoradas esperas por consultas e até mesmo para a emissão de receitas, além de graves transtornos a pessoas portadoras de doenças mais complicadas.
A situação no Centro de Saúde de Alcanede ter-se-á agravado desde que um dos médicos foi detido na sequência de uma investigação judicial e uma médica pediu a exoneração.
Aparentemente o Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria não terá médicos para poder acudir a Alcanede.