Um milhão e trezentos mil euros é o investimento financiado pelo POPH que a Unidade Residencial e Ocupacional de «O Ninho» representa. Justifica-se. Além disso é uma obra magnífica, do melhor que existe no seu género.
A Unidade Residencial e Ocupacional
de «O Ninho».
O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, quando em 2013 esteve de visita à construção da Unidade Residencial e Ocupacional do Centro de Educação Especial «O Ninho» do Concelho de Rio Maior e lhe disseram que era para inaugurar em Fevereiro de 2014, não acreditou que a instituição e a construtora fossem capazes de concluir a obra em cinco meses. Foi o próprio governante que o confessou no seu breve discurso, no dia da inauguração que foi 20 de Fevereiro de 2014 – e era para ter sido a 19, se por motivos de agenda não se tivesse visto impedido de vir a Rio Maior nessa quarta-feira.
O ministro também foi pontual. Recebido pelos dirigentes de o «O Ninho», com o presidente da direcção, Alberto Barreiros, à cabeça, acompanharam Mota Soares nesta visita inaugural, verdadeiramente festiva, a presidente do Município, Isaura Morais, vereadores, o director da Segurança Social de Santarém, Tiago Leite, representantes das forças vivas locais e outras destacadas figuras da comunidade riomaiorense.
Antes do descerrar das placas inaugurais e já com a presença do ministro, o padre António Diogo
ministrou a bênção à Unidade Residencial e Ocupacional de «O Ninho».
Antes do descerramento da placa inaugural, a que procederia juntamente com Alberto Barreiros, o ministro assistiu à bênção, pelo padre António Diogo, da Unidade Residencial e Ocupacional de «O Ninho». O pároco da freguesia de Rio Maior explicaria depois o sentido da bênção. Finda esta etapa das cerimónias, percorreu-se todo o edifício e não foram poupados elogios à qualidade e funcionalidade deste equipamento social que inclui, entre outras infraestruturas, um ‘ginásio’.
A Unidade Residencial e Ocupacional de «O Ninho» dispõe de uma capacidade residencial disponível para 24 clientes (utentes) permanentes ou a título temporário. Na outra vertente o Centro Ocupacional proporciona diversas actividades e pode acolher até 30 clientes.
Para o presidente da direcção do Centro de Educação Especial «O Ninho», Alberto Barreiros, a obra da Unidade Residencial e Ocupacional
só se tornou viável graças a muitos apoios, públicos e privados, bem como ao trabalho de inúmeros voluntários que se empenharam para dar corpo a um investimento tão avultado.
Por sua vez, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, deu os parabéns à instituição pelas instalações de que agora dispõe e revelou que serão criadas este ano “cerca de 570 vagas na área dos centros de actividades ocupacionais”. A medida é sustentada num reforço de verba na ordem dos “dois milhões de euros” que permitirá alocar trabalhadores “num conjunto de actividades” de apoio às pessoas com deficiência e “muito dirigido especificamente ao acolhimento das próprias famílias destas pessoas”, afirmou.
Na perspectiva de Mota Soares, esta Unidade Residencial e Ocupacional não seria possível “se não houvesse esta enorme capacidade de entrega, de liderança, este enorme espírito de sacrifício que toda a equipa de «O Ninho» tem demonstrado”, o que agradeceu em nome dos utentes.
Pode ler a notícia, de forma mais completa na nossa edição em papel (Nº 1325).