Em Arrouquelas, antigamente, no tempo das tabernas, em aproximando-se o Natal e a passagem do Ano cada taberna tratava de acender a sua fogueira
Acendendo a fogueira, era um mimo que davam aos clientes, que assim se aqueciam por fora também, enquanto conversavam e galhofavam.
As sucessivas Juntas de Freguesia não deixaram que a tradição se perdesse e têm-na perpetuado numa grande fogueira que mandam acender em ponto central da grande aldeia, como é o Largo do Mercado Diário, três semanas antes dos Reis.
A deste ano já lá está a arder. Dizem-nos que mais logo, em sendo meia-noite, já lá vai estar muita gente para conviver, conversar, brindar, divertir-se, enfim para celebrar o nascimento do Menino.
Ao fim da tarde desta véspera de Natal já ardia a fogueira de Arrouquelas enquanto alguns amigos cavaqueavam a pretexto de tudo e de nada. Da esquerda para a direita, Narciso Ajuda, José Luís Vicente, Manuel Pereira Rosa, José Eduardo e Mário Vitorino eram quem lá estava.
Na passagem do ano, então é quase o povo todo de Arrouquelas que lá cai, de espumante numa mão, passas na outra e pitéus à volta, a contar as horas e depois os minutos para a meia-noite, para dar largas a grandes abraços de felicidades e prosperidades para o Ano Novo.
Tal como se viu na mudança de 2014 para 2015, assim se há de ver na passagem de 2015 para o ano 2016!