Carolina Guerreiro, do Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva, por ter sido a melhor aluna do 9º ano foi a primeira estudante a receber um prémio instituído pela Fundação Professora Maria Alice Esteves.
O prémio, no valor de 500,00 euros, foi entregue a Carolina Guerreiro na última sexta-feira, 14/10/2016, a finalizar a cerimónia de entrega de diplomas dos quadros de Valor, Excelência e Mérito Desportivo do Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva, que teve lugar no auditório da Escola Superior de Desporto de Rio Maior.
Em maio deste ano o Município de Rio Maior, representado pela sua presidente e a vereadora da Educação, Isaura Morais e Ana Filomena Figueiredo, respetivamente, e a Fundação Professora Maria Alice Esteves, representada por João José Marques Martins, celebraram um protocolo que permitiu concretizar a vontade de Maria Alice Esteves, falecida em 2014, de atribuição de apoio financeiro a estudantes do ensino secundário economicamente carenciados, bem como prémios monetários a alunos que se destaquem com resultados académicos de relevo. Os referidos prémios traduzem-se, anualmente em outubro, em 2 bolsas de estudo no valor de €750 cada uma, a dois alunos que apresentem comprovado grau de carência económica, que tenham concluído o 12º ano numa escola do concelho de Rio Maior e que se tenham matriculado pela primeira vez no ensino superior no ano letivo a que as bolsas disserem respeito, e em 3 prémios de mérito académico, cada um no valor de €500, para o melhor aluno do 9º ano de cada uma das três escolas do concelho que o ministram.
Ao todo e em relação ao ano letivo de 2015/2016 o Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva atribuiu diplomas e medalhas a 102 alunos, dos quais 53 no quadro de Excelência, 35 no quadro de Valor e 14 no quadro de Mérito Desportivo, tendo alguns deles sido ainda premiados por parceiros da instituição.
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Pena que também não se distinga a excelência no secundário e apenas se distinga as dificuldades económicas. Se são entregues dois prémios ao secundário, um deveria de ser atribuído ao melhor aluno do secundário, e então, o outro, aquele que tenha comprovadamente mais dificuldades económicas e que tenha ingressado no primeiro ano da faculdade.
Porquê distinguir a excelência só no básico e não no secundário?
Estamos em crer que a resposta à sua questão está contida nesta passagem do texto da notícia: “(…) e em 3 prémios de mérito académico, cada um no valor de €500, para o melhor aluno do 9º ano de cada uma das três escolas do concelho que o ministram”, sendo que existem dois agrupamentos de escolas que ministram o 9º ano e que a secundária tem turmas do 9º ano.
Sim 3 prémios de mérito académico mas apenas para alunos do NONO ano (ensino básico) e nenhum por mérito académico para alunos do secundário (décimo segundo ano). Para décimo segundo ano são dois "prémios" mas não por mérito académico e sim por carências económicas. Então porque desses dois um não para mérito académico e outro por carências económicas? Então ser bom aluno do secundário (não da escola secundária como refere no seu comentário) não tem valor nenhum?
Essa é uma decisão que cabe à Fundação Professora Maria Alice Esteves por isso sugerimos que lhe exponha as suas razões. Poderá certamente fazer o mesmo junto do sector de Educação do Município, pois como deve ter lido na notícia as duas entidades estabeleceram um protocolo para a concretização da vontade da extinta senhora.