Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira |
Poejo
POEJO.
O poejo é uma planta rasteira, com folhas pequenas e ovais que cheiram a hortelã. O termo pulegium vem da palavra pulex , que em latim quer dizer pulga. Antigamente era costume queimar o poejo dentro das casas para repelir insetos. É uma planta originária do Mediterrâneo e Ásia Ocidental, muito utilizada na China antiga para fins medicinais, em aromaterapia ou na confeção de coroas para cerimónias várias. Além desses usos, também é utilizado em culinária como tempero.
Cresce em solos húmidos e alcalinos, geralmente perto de lagos e rios. Em locais secos, a planta cresce mas fica rasteira.
Pede clima ameno, com muita claridade mas sem incidência direta dos raios solares, e solo leve, rico em matéria orgânica.
Deve ser plantado na primavera ou no outono.
Tanto as folhas como os caules e as flores têm utilizações medicinais.
É eficaz no tratamento da tosse, falta de apetite, digestão difícil, gases, cólicas intestinais, rinite, gripe, resfriado, catarro, bronquite, asma, vermes intestinais, febre, transtornos menstruais, crise nervosa e reumatismo.
As partes utilizadas são as folhas, os caules e as flores.
Chá de poejo: Colocar 10 gramas de folhas numa panela e cobrir com 200 ml de água fervente. Abafar até amornar, coar e beber a seguir. Tomar de 2 a 3 chávenas por dia. Consumido em excesso o poejo tem propriedades abortivas, que podem ocasionar também paragem respiratória.