Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira |
Alfazema
ALFAZEMA.
A Lavandula officinalis, alfazema comum é, de entre as variedades existentes, a mais utilizada quer pelo seu perfume quer devido às propriedades medicinais que lhe são atribuídas. Da família das lamiaceas, as flores são muito ricas em óleos essenciais, possuindo propriedades que as recomendam em situações de ansiedade, nervosismo, perturbações do sono e stress.
Em uso interno é excelente como calmante, sonífero leve e ansiolítico. Em uso externo é um poderoso desinfetante, hiperemiante (ativa a vasodilatação), antissético, anti-inflamatório, antifúngico e antimicrobiano, sendo também utilizado em ferimentos leves.
A essência aplica-se na nuca no combate à pediculose (piolhos) e em situações de acne.
A alfazema, também designada por lavanda, é uma planta arbustiva da família das lamiáceas, originária de regiões mediterrânicas. Tem preferência por locais abrigados e quentes, exposição a sol pleno, solos secos, pedregosos e ácidos.
Para preparar a água de alfazema são necessários 60 gramas de flores frescas, que se mantém em maceração num litro de álcool a 32ºC, durante um mês. Findo esse período ter-se-á obtido a célebre “colónia” perfumada, muito popular em perfumaria e cosmética.
A melhor altura para colher as flores vai de Junho a Agosto, de preferência na parte da tarde.
Sabores do Toiro Bravo, gastronomia ribatejana